domingo, 24 de setembro de 2017

#GaloNoDetalhe: Ah Micale...


Ah, Micale... eu não precisava mais disso em 2017.

A última coisa que queria nesse resto de ano era pedir saída de treinador.

Apesar do trabalho frustrante do Roger fui contra a demissão dele pelo momento, antes de dois confrontos importantíssimos de Copa do Brasil e Libertadores. Não era hora de trocar de técnico, mas assim foi feito.

Ah Micale, bastava você levar a coisa no mais ou menos, segurar as pontas e conduzir dignamente esse time "treinado" por você até o fim do Brasileiro.

As eliminações nos torneios de mata mata não podiam cair nas suas costas por causa do pouco tempo, então bastava fazer o simples.

Ah, Micale...

Você não aprendeu com os próprios erros. Em tão pouco tempo errou e repetiu. Despertou a ira da torcida com suas escolhas antes a durante os jogos e nas partidas seguintes fez de novo.

Ah Micale, tirar seu primeiro volante, pilar do sistema defensivo, não faz seu time ficar ofensivo assim num passe de mágica e ainda transforma a equipe numa bagunça.

Contra o Vitória, o empate que já era ruim foi transformado em catástrofe com você tirando Adilson e optando por manter Yago em campo o jogo inteiro.

Com a entrada de Marlone, que sequer vinha sendo relacionado, em detrimento de Robinho que você ensaiou nos treinos a semana toda e que você mesmo disse estar próximo de reconquistar uma vaga no time titular.

Com a a saída de Fred, que apesar do jejum vinha fazendo atuação participativa e interessada, para a entrada de Rafael Moura, dando clara intenção de insistir na jogada aérea, vista a pouca qualidade do Heman com a bola nos pés.

Ah Micale...

Que escolhas aleatórias e inexplicáveis. De novo.

A Massa perdeu a paciência com você. A diretoria viu mais uma chance de colocar em prática sua desorientação.

Fez o que mais sabe. Trocou nomes com a crença de que algo vai mudar num estalar de dedos.

Ah Micale, você teve a chance de treinar um time grande, de se colocar no mercado do futebol brasileiro e de fazer algo minimamente bom num ano catastrófico do Galo.

Fez isso aí.

Pelo seu carinho pelo Galo, Micale, eu agradeço. Desse seu trabalho à frente do time,  cheio de metáforas, frases ensaiadas e mudanças sem critério, eu não preciso.

Pelo final de temporada desse clube amado eu temo.

Reage, Galo!

Twitter: @allanpassus

sábado, 16 de setembro de 2017

Precisamos falar sobre o Fred



A situação está brava, até quando a chance de gol é de 99%, aquele 1% insiste em atuar.
 "Fred na área, chutou pro gol, PERDEEEEEEEUUUUUUUU..."
Quantas vezes vocês não ouviram isso nos últimos 2 meses? Fred marcou pela ultima fez no dia 16 de junho, contra o Atlético Goianiense.


A atual fase do Fred tem nos deixado bem incomodados, o rendimento dele caiu absurdamente, e vemos o quanto isso afeta o elenco, que mescla a juventude com a experiência de vários jogadores, e o Fred é um artilheiro nato e muitos dos jovens ao qual tem no elenco se inspiram nele.

Vemos claramente que ele está frustrado com o seu momento e com o do time, o jeito é treinar mais, ficar de fora de alguns jogos e manter a forma para voltar e saciar a fome de gols e consequentemente ajudar o Galo a reagir no Brasileiro e conseguir uma posição mais favorável, especificamente para atingir a Libertadores.

Mas apesar da má fase, ele é o artilheiro do Galo na temporada, com 23 gols marcados, sendo 5 gols no campeonato Brasileiro, 10 no campeonato Mineiro, 6 na Libertadores, e 1 Gol na copa do Brasil e outro na Primeira Liga.


O que devemos fazer, vamos fazer uma prece, uma reza bem forte, e apoiar quando ele fazer um bom lance.

Por: Julio Filizzola


domingo, 3 de setembro de 2017

#GaloNoDetalhe: Torcer, torcer, torcer...


Bom, pra começar, reforço de cara que aqui não tenho a menor pretensão de ditar comportamento de torcedor acima de tudo por acreditar e defender o direito básico da liberdade. Desde que dentro da lei, cada um faz o que quiser de acordo com suas convicções.

Mas falando em convicções, quando eu canto a plenos pulmões no estádio junto com a Massa o "VENCER, VENCER, VENCER" que nos arrepia e muda o espírito de todo atleticano automaticamente, sei exatamente o que devo fazer pra tornar isso possível: TORCER, TORCER, TORCER.


Ok, é verdade que isso nem sempre é suficiente. "Só" nossa torcida não basta pra que a bola estufe as redes e que comemoremos as taças mais importantes com o Galo. Mas se com a Massa, conhecida mundo afora por seu apoio incondicional e diferenciado já não temos certeza de nenhum resultado, imagina se arredarmos pé e deixarmos nossas raízes enquanto torcida que realmente faz a diferença hein?

Quando a bola rola, os papéis ficam ainda melhor definidos e cada um só pode ajudar em busca da vitória, da classificação ou do título de uma maneira. O jogador joga. O técnico coordena e muda o time de acordo com a partida. E o torcedor?

Parece uma resposta tão óbvia, né. É, de fato.

Mas afinal o que é torcer? O que tem sido torcer?

Estamos apoiando, lutando junto, fazendo nossa parte com a excelência que nos caracterizou ao longo dos tempos, cobrando nos momentos certos e empurrando o time como só essa Massa sempre soube fazer? Ou estamos observando, aguardando e esperando pra explodir em alegria no gol pra que a selfie fique bacana, o áudio no whatsapp tenha barulho de comemoração e o vídeo seja do momento feliz?

No sábado, contra o Paraná, na semifinal da Primeira Liga, um torcedor ao meu lado ficou rouco e quase passou mal de tanto gritar. Ele não parou do começo ao fim. Aliás, parou antes do fim. Quando Fred e Robinho, que ele xingou de tudo que podia desde antes da bola rolar foram substituídos. Daí em diante não se ouviu mais a voz do cidadão. Nem pra comemorar a classificação. Sua missão, segundo suas próprias palavras, "estava cumprida".

Reforço, amigos. Longe aqui de julgar como cada um deve se proceder. E muito menos de pedir que sejamos alienados a ponto de ignorar fatos que se escancaram em frente aos nossos olhos. Robinho, por exemplo, faz uma de suas piores (senão a pior) temporadas da carreira. Teve atuações inúmeras abaixo da crítica e não este ano não deu nem sinais e nos traria o retorno que tanto esperávamos pra um 2017 inicialmente promissor.

Agora, quando a bola rola, o que podemos fazer nós na arquibancada senão apoiar, cantar, vibrar e pulsar.

O que devemos fazer?

Respeito quem tem paciência mais curta e pensa diferente. Mas pra quem vê muros e limites no ato de torcer, convenhamos que o estádio não é o lugar adequado né.

É um direito não querer apoiar. É legítimo se sentir trouxa de acreditar e não ter retorno. Pode ué. Mas que o protesto seja sua ausência então.

Você fará falta, certamente. Não irá ajudar quem "não merece". Mas se você for, vaiar e xingar o jogo todo, você vai atrapalhar! E não o Robinho, o Fred, o Carioca ou o Moura. Você está jogando contra o GALO.

E eu não olho quem está ali por baixo daquele sagrado manto listrado em preto e branco em primeiro lugar. Aquelas cores, aquele símbolo e aquela camisa estão acima.

Se pudesse queria estar em campo, naquele lugar dando a vida em prol do meu time. Queria correr, brigar por cada bola, passar por cima dos adversários e conquistar todas as vitórias pra Massa.

Não posso.

O que posso, então?

Posso ser aquele que incentiva quem pode correr por nós pra nunca desistir de uma jogada.

Aquele que aplaude um esforço extremo.

Aquele que lamenta um erro mas estimula uma pronta recuperação.

Aquele que reconhece mesmo numa derrota quem se esgota em busca de fazer o máximo por essa camisa.

Posso ser aquele que sai do estádio, rouco, cansado e com a certeza de ter feito sua parte.

O que posso? Torcer, torcer, torcer...

#VamosGalo

Twitter @allanpassus